Donald Trump voltou a defender uma possível restrição às exportações de gasóleo dos Estados Unidos, numa medida que poderá provocar fortes repercussões no mercado europeu. O presidente norte-americano admitiu estar a analisar seriamente a possibilidade, enquanto a administração pondera uma proibição temporária de 90 dias.
A Europa poderá ser particularmente afetada, dada a sua dependência de importações de gasóleo. A Argus destaca que o mercado europeu mantém uma posição estruturalmente dependente de fornecimentos externos. Analistas alertam que uma redução das exportações norte-americanas poderá pressionar ainda mais os preços. A medida poderia inicialmente aumentar a oferta disponível nos EUA e aliviar os preços internos, mas provocaria perturbações nos fluxos internacionais e poderia encarecer o combustível noutros mercados.
O cenário surge numa altura de forte tensão geopolítica, com a guerra no Médio Oriente, o conflito na Ucrânia e os ataques a infraestruturas energéticas russas a condicionarem o mercado. Apesar das dificuldades, as exportações da Arábia Saudita têm recuperado através de rotas alternativas, reduzindo parcialmente a pressão sobre o abastecimento. Ainda assim, os custos elevados de transporte e os riscos associados à navegação mantêm o mercado particularmente vulnerável.
Uma eventual decisão de Washington poderá, assim, acrescentar uma nova frente de pressão sobre os preços dos combustíveis na Europa.
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