As vítimas são Brenda del Castillo (20 anos), Morena Verdi (20 anos) e Lara Gutiérrez (15 anos). As jovens desapareceram depois de aceitar um convite, acreditando que iriam a uma festa. Elas subiram voluntariamente a uma viatura no bairro La Tablada no sul de Buenos Aires. Os corpos foram encontrados cinco dias depois, enterrados no jardim de uma casa em Florencio Varela na Grande Buenos Aires.
Houveram relatos de tortura e mutilações: Lara, por exemplo, teve os cinco dedos da mão esquerda amputados e parte de uma orelha. A violência foi tão extrema que a morte das três mulheres foi transmitida em direto no Instagram para um grupo privado de 45 pessoas. “O motivo era disciplinar…construir uma imagem temível e implacável sobre o líder da organização. Acreditavam que iriam participar num evento para o qual tinham sido convidadas por alguém que, claramente, conquistou a sua confiança“, avançam as autoridades.
As autoridades argentinas consideram o crime um feminicídio ligado ao narcotráfico, com suspeitas de que foi uma forma de disciplina dentro de uma organização criminosa. Até agora, 12 pessoas foram presas, entre elas o suspeito apontado como líder, conhecido como “Pequeño J” ou “Julito” de cerca de 23 anos.
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