De acordo com o CM, ao longo de quatro anos, durante vários encontros de cariz íntimo, o sacerdote de Vila Nova de Foz Côa chegou a assumir que estava apaixonado. Em 2016, um homem (sofre de uma doença mental ligeira) sem teto e sem qualquer tipo de apoio, aceitou a ajuda do padre António Júlio Pinto que se tornou seu tutor. Para ter direito a um quarto com internet e comida, o homem aceitou vindimar, cortar a erva, apanhar azeitona, entre outras tarefas.
Contudo, passado 2 anos nessa situação, o sacerdote queixou-se da inflação dos preços e pediu para lhe fazer umas “brincadeiras” de carisma íntimo, nomeadamente oral. Os abusos iniciaram em 2018 e chegaram até 2022, sendo praticados em hotéis, no salão paroquial, no carro, na sacristia da Igreja e até na habitação do padre.
Segundo a acusação do Ministério Público, o sacerdote de 65 anos assumiu que estava apaixonado e pediu ao homem que o filmasse a tocar-se. Os paroquianos de Vila Nova de Foz Côa estão chocados, mas há muitos que acreditam na inocência do padre Júlio que continua a celebrar missas em Numão e Horta do Douro.
Apesar de tudo, o sacerdote está acusado de um crime de abuso de pessoa incapaz de resistência.
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