A cultura portuguesa está de luto pela morte de Helena Afonso, atriz e cantora lírica, que morreu aos 78 anos. A notícia foi divulgada pela Casa do Artista, instituição onde a artista, natural de Lisboa e nascida em 1948, residia desde o ano passado.
Com uma carreira construída ao longo de várias décadas, Helena Afonso destacou-se pela versatilidade e pela capacidade de cruzar diferentes áreas das artes performativas. Formada em Canto pelo Conservatório Nacional de Lisboa, iniciou o seu percurso no universo musical e integrou os Segréis de Lisboa, grupo de referência na divulgação e interpretação da música antiga em Portugal. O seu percurso incluiu ainda a participação no álbum “A Música no Tempo de Camões”, editado em 1979, uma colaboração com a Banda do Casaco em 1975 e projetos de sonoridades contemporâneas, como “Corda Bamba” e “Depois de Tordesilhas”.
No teatro, trabalhou com alguns dos mais reconhecidos encenadores portugueses, entre eles Filipe La Féria, Luís Miguel Cintra, João Lourenço e Ricardo Pais. Passou por companhias como o Teatro da Cornucópia, o Teatro Aberto e O Bando. Também deixou marca no cinema, participando em filmes como “Conversa Acabada e Silvestre” nos anos 1980 e em “Comboio Noturno para Lisboa”, produção internacional de 2013.
Foi, contudo, através da televisão que conquistou uma relação particularmente próxima com o grande público. Participou em programas como “Eu Show Nico” e “Grande Noite” e integrou posteriormente séries e novelas como “Uma Aventura”, “Morangos com Açúcar”, “Conta-me Como Foi”, “Laços de Sangue” e “Nazaré”. Além da carreira artística, Helena Afonso dedicou-se ao ensino, lecionando Técnica Vocal na Escola Superior de Música de Lisboa e transmitindo a sua experiência às novas gerações de intérpretes.
A Casa do Artista recorda uma profissional cujo percurso uniu, de forma singular, a formação musical e vocal ao trabalho de atriz.
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