Aos 43 anos, a atriz portuguesa fez um sentido desabafo sobre o Natal. Contou que, em tempos, era a sua época preferida durante o ano e que a realidade foi sendo moldada ao longo do tempo, aceitando as “novas” tradições.
“A vida é muito engraçada. Sempre fui a maior fã do Natal. As minhas memórias de infância mais fortes são o sapato na árvore ao adormecer e acordar e correr para a árvore. Obrigada aos meus pais. Sempre imaginei que ia ter imensos filhos. Repetir estes rituais e ter uma casa cheia de gritos e sapatos. Mas a vida é muito engraçada e aquilo que imaginei para mim foi completamente ao lado.
Mas tive o Simão. E que sorte que tive. Durante anos quis que o ele tivesse a mesma memória ou sensação no Natal. . Acho que consegui. Depois a vida aconteceu e divórcio e custódia partilhada.
Mais as famílias dos irmãos e do padrasto e a confusão de tentar juntar todas estas novas famílias.
Depois um dia a violência de chegar a casa sozinha na consoada e ir bater à porta dos vizinhos por não estar a aguentar. Depois ele ser adolescente e já não achar graça a fazer a árvore. E depois perceber , este ano, que podemos sempre criar novas tradições. E até lhe dei um presente dia 23!
A família é , para mim, a coisa mais importante da vida. Mas as famílias , tal como as pessoas, mudam, evoluem, voltam atrás e à frente, fazem as pazes e podem seguir juntas. Aos 43 percebi que as tradições podem ser novas e excitantes como as antigas. E percebi que não vale a pena tentar perceber tudo, planear tudo. Com amor, as coisas acontecem, mesmo que sejam diferentes daquilo que estamos habituados. Pronto, hoje deu-me para isto.”, desabafou Inês Castel-Branco.
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