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Ciência garante que os jovens estão cada vez mais tristes

Pesquisas lideradas por David Blanchflower, da Universidade de Dartmouth, indicam que essa mudança começou por volta de 2017 e é observada em 145 países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento.

Principais descobertas:

  • Inversão da curva de felicidade: Tradicionalmente, acreditava-se que a felicidade seguia uma curva em “U”, com altos níveis na juventude e na velhice, e uma queda na meia-idade. Atualmente, essa curva parece ter se achatado, com os jovens adultos apresentando os menores níveis de felicidade.
  • Impacto desproporcional nas mulheres jovens: Dados mostram que cerca de uma em cada nove mulheres jovens nos EUA relata todos os dias como ruins para a saúde mental, em comparação com um em cada 14 homens jovens.
  • Aumento de problemas de saúde mental: Observa-se um crescimento nas buscas por ajuda em saúde mental, hospitalizações por automutilação e tentativas de suicídio entre os jovens.
  • Causas ainda incertas: Embora fatores como a pandemia de COVID-19 e o mercado de trabalho tenham sido considerados, a queda no bem-estar dos jovens começou antes desses eventos. Pesquisadores sugerem que algo iniciado por volta de 2014, com impacto global e efeito desproporcional sobre os jovens, especialmente mulheres, pode estar contribuindo para essa tendência.

Essa mudança no padrão de felicidade entre os jovens é alarmante e destaca a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre os fatores subjacentes, bem como o desenvolvimento de estratégias eficazes para melhorar o bem-estar dessa população.

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