O ator Carlos Areia sofreu um acidente inesperado que o deixou fora de cena na peça “Um Quinteto de Morte”, onde contracena com José Raposo e Florbela Queiroz. O artista, de 81 anos partiu o pé, obrigando a produção a uma substituição de última hora. O papel acabou por ser assumido por João Maria Pinto, que teve de entrar em cena praticamente sem tempo de preparação, para evitar o cancelamento da sessão.
O incidente tornou-se ainda mais complicado devido a um pormenor insólito: não havia nenhuma ambulância disponível para transportar Carlos Areia para o hospital no momento da queda. A companheira do ator Rosa Bela usou o Instagram para fazer um desabafo público sobre o estado em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde.
“É impossível ficar indiferente ao que está a acontecer no nosso Serviço Nacional de Saúde. Falamos muitas vezes da crise do SNS como quem comenta notícias ao longe. Até ao dia em que nos toca. E quando toca, percebemos o tamanho do abismo. Como é que se permite que a base da dignidade humana, o direito à saúde, esteja a desmoronar à nossa frente? E, ainda assim, ouvimos a Ministra dizer que ‘está tudo bem’. Como assim? Onde? Para quem? Transportei o meu marido no nosso próprio carro, porque não havia ambulâncias disponíveis. Ele estava com o tornozelo partido, em dor extrema, e mesmo assim tivemos de nos desenrascar sozinhos.
Penso em quem não consegue. Pessoas que sofrem um AVC, um enfarte, idosos, crianças, vidas que dependem de minutos. E a verdade dura é esta: ou a ambulância não chega a tempo ou simplesmente não vem, porque não está disponível. Estamos a falar de pessoas, de famílias, de histórias que podem mudar para sempre por falta de meios básicos. Nós merecemos melhor”, disse Rosa Bela
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