O Ministério Público realizou esta quarta-feira buscas na Polícia Judiciária no âmbito do inquérito relacionado com alegadas escutas ilegais no processo Football Leaks. As diligências, que decorreram na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) em Loures, visam recolher elementos que permitam confirmar ou afastar os factos denunciados.
Segundo informações avançadas pelo NOW, os investigadores procuraram elementos no computador de Carlos Cabreiro, diretor nacional da PJ, bem como no de José Amador, inspetor responsável pela investigação do caso Rui Pinto. Terão sido ainda analisadas áreas de trabalho de outros inspetores da UPAT.
Também David Freitas, coordenador que apresentou a denúncia que deu origem ao inquérito, foi alvo de buscas no computador e viu o telemóvel ser apreendido, segundo a mesma informação. A investigação está relacionada com uma alegada escuta a Aníbal Pinto durante um encontro em 2015, numa área de serviço da A5, em Oeiras. David Freitas sustenta que existem documentos que poderão indicar que a conversa foi gravada, versão que contrasta com declarações prestadas em tribunal.
O MP investiga suspeitas de abuso de poder e falsidade de testemunho. O processo permanece em segredo de justiça e, segundo a PGR, não existem arguidos constituídos.
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